UEMG – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINS GERAIS
FAE – FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA (FORA DE SEDE-POÇOS DE CALDAS MG)
CAMPUS BELO HORIZONTE MG
INTEGRAÇÃO ENTRE QUESTÕES BIOÉTICAS E QUESTÕES PEDAGÓGICAS
Nilton José Lopes
Poços de Caldas
2011
NILTON JOSÉ LOPES
INTEGRAÇÃO ENTRE QUESTÕES BIOÉTICAS E QUESTÕES PEDAGÓGICAS
Pesquisa apresentada ao programa de graduação pela UEMG – Universidade de Estado de Minas Gerais, para TCC – Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia,(fora de sede), sob a orientação do Prof. Carlos Roberto de Oliveira Costa.
UEMG – Universidade do estado de Minas Gerais
Poços de Caldas MG
2011
UEMG – UNIVERSIDADE DO ESTADO DE MINAS GERAIS
FAE – FACULDADE DE EDUCAÇÃO
CURSO DE PEDAGOGIA (FORA DE SEDE-POÇOS DE CALDAS MG)
CAMPUS BELO HORIZONTE MG
Autor: Lopes, Nilton José
Título: INTEGRAÇÃO ENTRE QUESTÕES BIOÉTICAS E QUESTÕES PEDAGÓGICAS
Orientador: Prof. MS. Carlos Roberto de Oliveira Costa
Monografia de Trabalho de Conclusão de Curso de Pedagogia
Data: 06 de Dezembro de 2011
BANCA EXAMINADORA
_______________________________________________________
Prof. MS. Vera Lúcia do Lago Souza
_______________________________________________________
Prof. Dr. Solange Nunes Schiavetto
_______________________________________________________
Prof.MS.Fabiana Leite Rabello Mariano (suplente)
Dedico este trabalho à minha esposa Maria Zilda de Carvalho Lopes e minha filha Guilhermina Maria Lopes de Carvalho que não mediram esforços para me auxiliar e incentivar na trajetória de busca do conhecimento.
SUMARIO
Introdução 6
Objetivos 9
Justificativa 10
Metodologia 12
Estrutura do trabalho 13
Conclusão 30
Considerações finais 31
Referências 32
INTRODUÇÃO
Nascemos e crescemos sob o olhar atento de nossos pais e parentes até que, na idade adulta, somos chamados à responsabilidade de interagirmos numa sociedade orientada principalmente para atividades de sobrevivência no meio ambiente.
Podemos, entretanto, dizer que conhecemos o meio ambiente do qual somos parte integrante e com o qual estamos em constante interação?
Não seria interessante que, numa atitude pedagógica, avaliando resultados, investigássemos se os processos, pelos quais buscamos a sobrevivência e a qualidade de vida, são adequados e eficientes?
Vamos nos imbuir desse espírito de curiosidade científica e procurar primeiramente conhecer o nosso habitat e situar-nos em relação ao todo imponderável, utilizando as convenções criadas por nossa inteligência.
Desde que o homem olhou ao seu redor, muito se tem aprendido sobre o trinômio espaço/tempo/vida como fatores interdependentes e adequados.
Usando a nossa capacidade de imaginar, suponhamos que o planeta terra tivesse seu tamanho reduzido para 1(hum) milionésimo do seu tamanho natural, ou seja, os seus 12.000 kilômetros de diâmetro fossem divididos por 1(hum) milhão, resultando numa esfera de 12 metros de diâmetro, aproximadamente do tamanho de um prédio de quatro andares.
Gravitando ao redor desta esfera estaria a lua que proporcionalmente seria uma esfera de três metros e meio de diâmetro situada a 380 metros de distância . A lua seria portanto aproximadamente do tamanho de um carro situada a uns dois quarteirões de distância da nossa terra.
Esse binário, terra/lua gravitaria em torno do sol, então uma bola de fogo de 1.400 metros de diâmetro, situada a uma confortável distância de 150 kilômetros.
Os homens na superfície dessa terra imaginária teriam dimensões microbianas (dois milésimos de milímetro).
Resumindo, seriam uma colônia de micróbios habitando uma terra redonda do tamanho de um prédio de 4 andares, tendo em algumas partes de sua superfície uma película de água de uns 3 ou 4 milímetros de espessura e cadeias de montanhas com menos de 1 centímetro de altura.
Haveria toda noite uma lua do tamanho de um carro situada a uns dois quarteirões de distância e todo dia nasceria um sol com as dimensões de uma montanha a l50 kilômetros.
Envolvendo a terra haveria uma névoa úmida de uns 4 centímetros de espessura, a atmosfera.
Se colocássemos os seis bilhões de seres humanos, agora com dimensões microbianas, enfileirados e separados por uma distância de 1 milésimo de milímetro, ao longo da linha do equador da terra, então com aproximadamente 37 metros de perímetro, obteríamos umas 162 fileiras paralelas, ocupando uma faixa de 162 milésimos de milímetro de largura. A humanidade toda caberia numa linha de aproximadamente a espessura de um fio de cabelo, ao longo do equador da terra!
É inacreditável que a existência de seres tão diminutos em relação ao planeta, possa afetar de forma tão significativa o funcionamento da biosfera a ponto de sentirmos seus efeitos não obstante a sua dimensão intelectual e espiritual que os capacita a conhecer e interagir com o meio em que vivem, promovendo a maravilhosa obra de Deus que Habita a alma humana.
É notável que o homem, ao desenvolver suas paixões ambiciosas, tenha utilizado recursos extraídos da natureza, à exaustão, mas também tenha descoberto que pode sucumbir à sua atitude devastadora.
Muito se tem falado e escrito no sentido de alertar para estas funestas consequências.
Este trabalho pretende se unir a essas vozes que, de tanto clamar no deserto, venham a encontrar eco no coração e na mente dos homens.
Até mesmo entre os animais irracionais, o instinto de preservação dita suas normas de comportamento.
Se observarmos atentamente, veremos que essas criaturas passam boa parte de seu tempo a demarcar seus territórios, chegando mesmo a entrar em conflito com invasores que ameaçam o débil equilíbrio dos recursos necessários à sobrevivência.
Não raros são os casos em que sucumbem vítimas de um invasor poderoso e implacável, o homem, que nem sempre faz uso racional da sua inteligência, um dom de Deus, no sentido de colaborar com Ele na obra da criação.
A obra de Deus, através dos homens, é algo maravilhoso mas as atitudes dessa notável criatura, ímpar na luta pela vida e conquistas fabulosas, justificam os trabalhos intelectuais que se propõem a luzir como um farol demarcando a zona de perigo. A ciência, fruto da inteligência, deve promover a vida ao invéz de destruí-la.
O homem extermina seus inimigos micróbios, domestica plantas e animais numa atitude interessante e interesseira, transforma a matéria em utilidades dinâmicas e estáticas, observa e absorve dos fenômenos a potência do sopro divino, que o faz ir em direção a um “onde” que almeja mas jamais alcança.
No vagar por esse Éden ele se aproxima da árvore proibida que afronta o seu orgulho de privilegiado, que pensa que tudo pode, que tudo quer, mesmo em detrimento de tudo o mais ao seu redor.
OBJETIVOS
1) Contribuir para a educação ambiental como meio de promoção da qualidade de vida do homem, através de uma visão crítica e otimista da interação existente entre todas as formas de vida e o meio ambiente.
2) Conceituar, numa visão pedagógica de fácil compreensão, o meio ambiente e a vida em suas diversas manifestações como elementos interativos e integrantes de um todo harmonioso e equilibrado, que emite sinais de alerta, quando agredido.
3) Destacar, no panorama geral, o homem que, como a forma de vida inteligente e adaptada, tem a capacidade de intervir no curso normal dos acontecimentos, aprendendo com seus erros e domesticando seus instintos.
JUSTIFICATIVA
A descoberta é um termo utilizado pelo homem para expressar um sentimento de liberdade ao se livrar dos grilhões de sombras que impediam a penetração da luz da mente em algo que permanecia encoberto. Esse sentimento se manifesta lenta e gradualmente como a marcha inexorável do tempo/espaço.
Nas sucessivas gerações que compõem a vida, os viventes vão surgindo e desaparecendo numa ciranda que não cessa de se adaptar e descobrir cada vez mais.
O homem é um vivente privilegiado com uma mente que lhe permite “discernir” e “conjecturar” formando um “querer” que lhe credita a liderança na arte de sobreviver.
Assim os séculos vêm contemplando essa singular criatura que se recusa a sucumbir aos seus erros, fazendo deles impulso na sua trajetória de busca e descoberta.
Esta pesquisa pretende contribuir modestamente com o ideário que norteia essa busca sem fim movida pela ânsia de sobreviver e o medo da extinção.
Dizem que caçadores costumam atrair macacos para um recipiente preso a uma árvore, no qual existe uma abertura estreita dando acesso a uma mão aberta para apanhar uma guloseima em seu interior. Sua mão fechada, agarrada ao petisco, não pode ser retirada do recipiente pela abertura estreita.
A natureza negou a esse animal o bom senso de soltar o alimento e retirar sua mão aberta, ao notar a aproximação do caçador, salvando, assim, a própria vida.
Insensatos existem até entre os seres humanos inteligentes que, mesmo percebendo o perigo das consequências de suas atitudes agressivas ao equilíbrio do meio ambiente, preferem ficar agarrados às suas paixões mesquinhas e equivocadas.
Movidos pela ambição insana, colocam em risco todo o conjunto harmonioso da vida.
Da mesma forma que as células do sangue acorrem pressurosas para impedir a intrusão de um corpo estranho no organismo, devemos todos, como células que somos, zelar pela continuidade da vida como parte integrante de tudo o que somos capazes de perceber ao nosso redor.
Somente assim conseguiremos manter viva a base natural do desenvolvimento, a biosfera, que culminou com o aparecimento da inteligência humana e acena com novas conquistas intelectuais, morais, psíquicas e espirituais.
METODOLOGIA
O pesquisador pautou seu trabalho em pesquisa bibliográfica, procurando demonstrar o que é o meio ambiente terreno e qual a sua relação com as características do sistema solar, em particular, e do universo conhecido, em geral.
Em seguida, ainda em pesquisa bibliográfica, procurou saber o que é e como tem sido levado a efeito a “Educação Ambiental”, no que concerne às relações do homem com o solo, subsolo, água, ar, para produção de alimentos, energia, habitação, toda sorte de bens duráveis e de consumo, saneamento e destinação de dejetos, inclusive o temível “lixo nuclear”, orientando-se, principalmente, pelo documento de 40 capítulos resultante da conferência das Nações Unidas ECO-92 no Rio de Janeiro.- Agenda 21
CAPITULO I
A SOCIEDADE HUMANA
1.1 Considerações Gerais
Seja sob a ótica evolucionista ou criacionista, o homem é, indubitavelmente, a vida , por excelência.
Sem dúvida, um dos maiores mistérios da humanidade é a origem do homem e o porque de nós sermos tão diferentes dos animais.O criacionismo e o evolucionismo são duas teorias que tentam explicar a criação e a evolução do
homem.A Biblia Sagrada, mais especificamente no livro de Gênesis.narra toda história da origem de tudo que há ao nosso redor, como sol, estrelas e seres vivos, inclusive a do homem. O primeiro versículo da Biblia já diz:
“No princípio criou Deus os céus e a terra”. Esta é a idéia central do criacionismo: Deus criou todas as coisas, inclusive o homem.
Deferentemente do criacionismo, o evolucionismo, fruto de um conjunto de pesquisas iniciadas pelo legado deixado pelo cientista Charles Darwin, afirma que o homem é resultado de uma longa evolução iniciada há cerca de cinco milhões de anos, desde os hominídeos até o homo sapiens, o qual corresponde ao homem, com suas cacterísticas atuais.
( www.historiadetudo.com)
Desde a origem, perdida no tempo, essa singular criatura passou por muitas transformações e vem transformando tudo a seu redor, muitas vezes como uma criança desastrada e teimosa.
Usando seu agudo senso de observação, conseguiu até desenvolver métodos de vasculhar o passado e atrever-se a conjecturar o futuro. Até onde pode, consegue imaginar uma criatura relativamente frágil, tentando sobreviver em meio a um universo violento e hostil. É o começo da história.
O grupo dos primatas a que pertence o nosso macaco pelado, provem originalmente de um tronco insetívoro.Esses primeiros mamíferos eram criaturas insignificantes e pequenas que se esgueiravam nervosamente pelas florestas abrigadas ao mesmo tempo que os répteis todo-poderosos dominavam o mundo animal. Há cerca de oitenta ou cincoenta milhões de anos após o desmoronamento da era dos répteis, os pequenos comedores de insetos começaram a aventurar-se a explorar novos territórios. Foi então que se espalharam e cresceram sob muitas formas extranhas. Alguns tornaram-se comedores de plantas, escavando o solo para protegerem ou desenvolvendo pernas longas com andas para melhor escapulirem dos inimigos.Outros transformaram-se em assassinos, com garras compridas e dentes aguçados. Embora os grandes répteis tivessem abdicado e desaparecido da cena, a natureza continuava a ser um campo de batalha.(MORRIS, Desmond. 1967. P. 15)
A capacidade de segurar e manipular objetos com as mãos, mediante o polegar opositor, foi o pequeno detalhe que, aliado a um cérebro privilegiado, a natureza proporcionou-lhe, colocando-o na vanguarda dos adaptados. O simples hábito de atirar pedras e objetos contundentes desenvolveu-se através dos tempos que podemos hoje atingir alvos a centenas ou milhares de metros.
O contato com a energia proporcionada pelo fogo, constitue hoje a base de todo dinamismo da sociedade humana com seus mecanismos bizarros para os mais variados fins.
De acordo com os historiadores e arqueólogos,o domínio da produção do fogo foi um dos principais avanços da humanidade, colaborando para o desenvolvimento da raça humana.Na época anterior à descoberta do fogo, os seres humanos tinham que esperar um raio cair em uma árvore ou um incêndio numa floresta. O homem ficava totalmente dependente do acaso para conseguir este precioso bem. Com o desenvolvimento da inteligência, através da observação, o homem conseguiu produzir o fogo. Este processo ocorria de duas formas: 1) Batendo uma pedra na outra e produzindo faísca que atingia palha 2) friccionando graveto seco numa madeira até produzir a faísca atingindo a palha. Com a produção do fogo, o homem pré-histórico garantiu um grande avanço pois podia iluminar a caverna, cozinhar a carne, espantar os animais selvagens e garantir o aquecimento nas épocas de frio.(www.professordehistoria.com)
Outra grande conquista foi a descoberta da roda, resultado da observação de movimentos circulares, tão comuns em nosso universo. Esse tipo de movimento repetitivo é que impulsionou a marcha das civilizações através do tempo e do espaço.
Na verdade a invenção da roda é motivo de discussão entre os grandes historiadores de todos os tempos. Alguns sustentam que essa peça de tamanha simplicidade foi a maior criação do homem estudando o movimento do astro sol, como se ele rodasse ao redor da terra. Por terem sido fabricadas em madeira, as primeiras rodas ja foram certamente destruidas pela ação do tempo.(Alberto Coury Nassour, engenheiro de materiais. Revista Eletrônica de Ciências, numero 19, Maio/Junho , 2003)
Foi no abrigo das cavernas, principalmente, que os homens começaram a formar uma sociedade cooperativa e registrar a história mas ficariam horrorizados se se deparassem de repente no centro de uma sociedade atual. Acostumados a enfrentar adversários poderosos, se veriam agora frente à frente com um ambíguo parceiro e adversário formidáveis, ele mesmo.
Assim, o homem, dotado de um agudo senso de observação e uma curiosidade que transcende o simples instinto, conseguiu desenvolver processos e ferramentas que lhe permitem analisar o ambiente e tirar conclusões quase sempre acertadas. Essa capacidade de conjecturar é o grande diferencial que o coloca na vanguarda da vida.
Existe vida no planeta terra? Das duas,uma: ou a vida se formou aqui, a partir dos elementos químicos que deram origem ao nosso planeta (“Geração Espontânea “); ou a vida veio de fora em estágio de desenvolvimento que pode ter sido mais ou menos complexo(“Panspermia”).(Professor Renato Las casas 27/11/2001. www.observatio.ufmg.br).
Os outros seres viventes interagem normalmente dentro de certos parâmetros naturais de nascer, crescer, reproduzir e morrer, mas a mente humana é tão sofisticada que é capaz de fantasiar e, angustiada, quer ultrapassar as fronteiras desse movimento circular universal.
Incapaz de satisfazer o seu “por que?” e “para que?”, persegue sempre um horizonte que nunca atinge. Até os maiores pensadores já estão concluindo que “ tudo não é constituido só de átomos mas também de fé”
1.2 Dinâmica Demográfica e Assentamentos Humanos
O crescimento da população mundial e da produção, associado a padrões não sustentaveis de consumo, aplica uma pressão cada vez mais intensa sobre as condições que tem nosso planeta de sustentar a vida. Esses processos interativos afetam o uso da terra, a agua, o ar, a energia e outros recursos. As cidades em rápido crescimento, caso mal administradas, deparam-se com problemas ambientais gravíssimos. O aumento do número e da dimensão das cidades exige maior atenção para questões de governo local e gerenciamento municipal. Os fatores humanos são elementos fundamentais a considerar nesse intrincado conjunto de vínculos; eles devem ser adequadamente levados em consideração na formulação de políticas abrangentes para o dsenvolvimento sustentável. Tais políticas devem atentar para os elos existentes entre as tendências e os fatores demográficos, a utilização dos recursos, a difusão de tecnologias adequadas e o desenvolvimento. As políticas de controle demográfico também devem reconhecer o papel desempenhado pelos seres humanos sobre o meio ambiente e o desenvolvimento. É necessário acentuar a percepção dessa questão entre as pessoas em posição de tomar decisões em todos os niveis e oferecer, de um lado, melhores informações sobre as quais apoiar as políticas nacionais e internacionais e, de outro, uma estrutura conceitual para a interpretação dessa informações. ( Agenda 21 . cap. 5)
Se folhearmos a história ela nos remeterá a um primórdio das civilizações onde vagavam tribos nômades com seus rebanhos sempre à procura de vegetação nova e nutritiva. Mas a terra amamenta seus filhos até que eles cresçam e percebam que cuidar é imperativo para a sobrevivência. Foi na Mesopotâmia, segundo historiadores, que o homem aprendeu a cultivar o solo e tornou-sedentário. De acampamentos surgiram vilas, povoados e cidades. Territórios foram sendo demarcados e defendidos ferozmente num apelo dos antigos instintos animais. Mas nem só de lutas vive o animal. A simbiose também oferece alternativas para a sobrevivência. As comunidades começaram a interagir através de suas vias de comunicação e as trocas de seus produtos intensificaram tanto que se viram obrigados a idealizar meios mais eficientes de valorá-los. Assim nasceu esse fenômeno denominado “moeda” que, para alguns, é “servo” e, para outros, é “senhor absoluto”. É curioso o fascínio que exerce sobre o homem, essa instituição que, atavés do tempo, vem provocando benefícios vitais e conflitos ferozes.
Nenhum animal, exceto o homem, tem o hábito de armazenar energias para toda a vida e até para a descendência. O homem, singularmente, exerce o poder de dominação proporcionado pela posse da moeda, dentro de sua sociedade e é capaz de reações extremamente violentas na competição pela hegemonia econômica e, consequentemente, política. Ele, usando sua inteligência, consegue captar recursos que outros membros da sociedade acumularam e direciona-os para atividades nem sempre ecologicamente corretas e de comprovada eficiência. Diariamente tomamos contato com noticiários recheados de escândalos resultantes de irregularidades em instituições financeiras, sociedades anônimas, organismos governamentais e não governamentais, etc.
Na maioria das vezes, o acionista ou poupador adere incógnita e inocentemente a programas escusos, movido unicamente pelo intresse financeiro, sem ter acesso a ideologias do aglomerado capitalista.
Numa sociedade primitiva, naturalmente que as atividades agrárias preponderavam, já que uma população relativamnte pequena necessitava, basicamente, de produtos destinados a manter a força física utilizada nos trabalhos agrícolas. A população era constituida, essencialmente, de agricultores sedentários.
Praticamente isento de predadores, o homem iniciou um processo de reprodução acelerada provocando assim o desenvolvimento de outras técnicas para aumentar a produção de alimentos e utensílios destinados a uma população maior e em constante crescimento.
Num panorama desses, uma parte da população estava ocupada com tarefas não agrícolas e, logicamente, impossibilitada de produzir o próprio alimento.
As tarefas agrícolas, entretanto, por sua simplicidade, passaram a exigir, cada vez menos mão de obra humana, agora substituida por tecnologias novas que produziam mais em menos tempo. Como consequência, a população no campo diminuiu e as cidades começaram a ficar maiores. Atualmente estamos vivenciando efeitos nocivos resultantes de tal fenômeno.
As lideranças mundiais têm dedicado grande parte de esforços e recursos no sentido de minorar esse grave problema chamado “desemprego”.
Diversos planos assistenciais não são suficientes para sanar o problema. Apela-se então para um “consumismo” exacerbado e oneroso, com o propósito de intensificar a produção de bens de consumo e duráveis, que irá criar novas vagas de emprego para uma população nervosa, estressada e carente.
Podemos definir consumismo como uma compulsão para consumir.Essa compulsão pode atacar em vários graus, desde aquela compra ocasional em que se chega em casa com a sensação de que não precisava ter comprado aquele aquecedor de travesseiros que parecia ser tão útil quando você estava na loja, até o closet transbordando com 445 pares de sapato.(Marcelo Guterman – www.portaldafamilia.org).
Os aglomerados urbanos vão empurrando suas periferias cada vez mais, invadindo cinturões verdes e destruindo áreas de preservação da natureza numa ânsia de urbanização que se processa sem planejamento adequado e sem qualidade de vida.
Urbanização é um conceito geográfico que representa o desenvolvimento das cidades. Neste processo ocorre a construção de casas, prédios, redes de esgoto, ruas, avenidas, escolas, hospitais, rede elétrica, shoppings, etc. Este desenvolvimento urbano é acompanhado de crescimento populacional, pois muitas pessoas passam a buscar a infra-estrutura das cidades. A urbanização planejada apresenta significativos benefícios para os habitantes. Porém, quando não há planejamento urbano, os problemas sociais se multiplicam nas cidades como, por exemplo, criminalidade, desemprego, poluição, destruição do meio ambiente e desenvolvimento de subhabitações. A urbanização é uma das responsáveis pelo êxodo rural (saida das pessoas do meio rural para as grandes cidades) a disciplina destinada ao estudo da urbanização chama-se urbanismo. (suapesquisa.com).
As disparidades sociais são gritantes, gerando conflitos de toda ordem e toda espécie de resíduos perigosos sob a forma de violência e miséria física,moral e espiritual. O pior é que existe um efeito perverso no sistema econômico que privilegia o capital e deprecia cada vez mais a pessoa, encarada como uma simples peça na máquina destinada a produzir muito a um custo mínimo com um lucro exorbitante. Essa situação tende a aglomerar mais ainda os meios de produção nas mãos de poucos com efeitos catastróficos para a sociedade como um todo.
Os meios de comunicação estão cheios de atrativos consumistas atrelados a facilidades de crédito que, absurdamente, tornam as pessoas reféns do consumo, gerando um círculo vicioso frustrante e desgastante.
Os aglomerados humanos vêm se multiplicando e se distanciando através do fenômeno da migração em busca de interesses diversos ou fugindo de situações adversas criando povos e nações com culturas diferentes mas sempre com um objetivo comum, a sobrevivência.
O êxodo rural provoca, na maioria das vezes, problemas sociais. Cidades que recebem grande quantidade de migrantes, muitas vezes, não estão preparadas para tal fenômeno. Os empregos não são suficientes e muitos migrantes partem para o mercado de trabalho informal e passam a residir em habitações sem boas condições.(favelas, cortiços,etc.) Além do desemprego, o êxodo rural descontrolado causa outros problemas nas grandes cidades. Ele aumenta, em grandes proporções a população nos bairros de periferia das grandes cidades. Como são bairros carentes em hospitais e escolas, a população desses locais acaba sofrendo com o atendimento desses serviços. Escolas com excesso de alunos por sala de aulas e hospitais superlotados são as consequências deste fato. Os municípios rurais também acabam sendo afetado pelo êxodo rural. Com a diminuição da população local, diminui a arrecadação de impostos, a produção agrícola decresce e muitos municípios acabam entrando em crise. Há casos de municipios que deixam de existir quando todos os habitantes deixam a região. (Portela, Fernando/Vicentini,José William- 2004)
Civilizações surgiram e desapareceram através do tempo. A capacidade de aprender com os próprios erros e equívocos ditou normas de comportamento social e o homem vem se modificando e modificando o ambiente constantemente.
Atualmente o homem tem migrado menos porque os aglomerados humanos têm sido muito seletivos nas trocas de elementos. O que ocorre mais agora é um fenômeno de migração de capitais e tecnologias numa globalização com nuances benéficas e perniciosas.
O conceito de globalização surgiu em meados da década de 1980, o qual vem a substituir conceitos como internacionalização e transnacionalização porém se voltarmos no tempo podemos observar que é uma prática muito antiga. A humanidade, desde o início de sua existência, vem evoluindo. Passou de uma simples familia para tribos, depois foram formadas as cidades-estado, nações e hoje, com a interdependência de todos os povos de nosso planeta, chegamos a um fenômeno natural, denominado de “aldeia global”. (Manoel Ruiz. www.sociedadedigital.com.br).
O homem está aprendendo mais, miscigenando-se tanto fisicamente como intelectualmente, derrubando fronteiras arcaicas. Há, entretanto, uma instabilidade emocional que emana de um sistema econômico extremamente competitivo e instável que costuma se manifestar quando a humanidade passa por mudanças bruscas nos limites de eras.
A era do petróleo tem sido considerada como o ponto culminante da obtenção de energia através da incineração de materiais que o homem extrai da natureza de forma predatória e com consequências drásticas.
O primeiro choque do petróleo, ocorrido em 1973, marcou o fim da era do combustível barato e abundante. O embargo imposto pelos árabes aos Estados Unidos e as reduções da produção e da exportação fizeram com que o preço do barril de petróleo passasse de US$ 3 para US$ 12, entre outubro de 1973 a dezembro de 1974. Com isso, os paises exportadores definiram uma nova era para o resto do mundo: a do petróleo caro e escasso.(www.energiabrasil.gov.br).
A ciência vem pesquisando novas formas de obtenção de energia e, entre elas, desenvolveu intempestivamente, para fins bélicos, processo de intervenção em estrutura atômica da natureza, provocando forças dificilmente controláveis e extremamente poluidoras.
Várias nações já desaceleraram seus programas nucleares, após eventos catastróficos ocorridos em instalações destinadas a obtenção de energia nuclear, em vários pontos do planeta.
A energia nuclear, apesar de não colaborar para a emissão desses gases, precisa lidar com o incômodo problema dos resíduos radiativos que requerem uma solução para o armazenamento a longo prazo e investimentos em segurança, além de implicarem no fantasma de um acidente nuclear. (www.consciencia.br).
O clima de apreensão gerado por esses episódios exige procedimento mais cauteloso nessa atividade e coloca dúvidas sobre a possibilidade de intervenção segura na estrutura atômica da matéria, em corpo celeste composto por matéria atomicamente estabilizada em níveis adequados à existência de vida.
Mas o certo é que a humanidade atualmente se vê às voltas com o problema energético, entre outros, para suprir as necessidades de uma população cada vez mais numerosa, habitando um planeta com um clima cada vez mais instável.
Tudo indica que para se assegurar níveis toleráveis de manutenção da vida no planeta terra, os habitantes devem conviver harmoniosamente, interagindo com o ambiente de forma menos agressiva e mais respeitosa.
Acena-se com projetos, ainda incipientes e de eficácia duvidosa, para intensificar a captação da energia indutiva eletromagnética existente, potencialmente, na atmosfera terrestre, proveniente da energia irradiada pelo sol. Para tanto, torna- se necessário aproveitar melhor os recursos hídricos e eólicos, descartando-se a queima de recursos renováveis e não renováveis.
Tudo isso implicaria em grandes transformações nos assentamentos humanos e mudanças nos padrões de consumo.
1.3 Mudanças nos Padrões de Consumo
A pobreza e degradação do meio ambiente estão estreitamente relacionadas. Enquanto a pobreza tem como resultados determinados tipos de pressão ambiental, as principais causas da deterioração ininterrupta do meio ambiente mundial são os padrões insustentáveis de consumo e produção, especialmente nos paises industrializados. Motivo de séria preocupação, tais padrões de consumo e produção provocam o agravamento da pobreza e dos desequilibrios.( Agenda 21 – capitulo 4)
Para se ter uma ideia de como vive o homem atual em sociedade, basta analisar o lixo que gera. Alí se deduz toda a sua vida, desde o tipo de energia que impulsiona seu dia-a-dia até hábitos corriqueiros de seu lazer. Para se falar em consumismo, há que se considerar, antes de tudo, que o padrão de consumo das populações varia no tempo e no espaço. As sociedades mais desenvolvidas sempre estiveram na vanguarda do consumismo concebido nas entranhas da tecnologia.
Costuma-se associar esse hábito ao advento da revolução industrial que trouxe, em seu bojo, um sentimento de orgulho e deslumbramento com os “milagres” proporcionados pelos mecanismos que, utilizando forças latentes na natureza, transformavam matérias-primas brutas, também extraidas da natureza, em produtos cada vez mais bem elaborados e agradáveis aos sentidos, muitas vezes inseridos em reluzentes embalagens, que seriam descartadas sem a mínima preocupação com o meio ambiente.
A revolução industrial teve início no século XVIII, na Inglaterra com a mecanização dos sistemas de produção. Enquanto na Idade Média o artesanato era a forma de produzir mais utilizada, na Idade Moderna tudo mudou. A burguesia industrial, ávida por maiores lucros, menores custos e produção acelerada, buscou alternativas para melhorar a produção de mercadorias. Também podemos apontar o crescimento populacional, que trouxe maior demanda de produtos e mercadorias. (www.suapesquisa.com)
À euforia proporcionada por tal opulência, contrapõe-se, também, uma competição acirrada por mercados consumidores levada a efeito por paises produtores.
Coincidentemente com o ocaso dos motores de combustão externa que utilizavam a energia do vapor d’agua e o advento dos motores de combustão interna que, ao contrário, utilizavam derivados de petróleo, as nações se engalfinharam em sangrentas lutas pela hegemonia econômica, seduzidas pela perspectiva de um mundo deslumbrante que o precioso ouro negro poderia proporcionar.
Por ironia do destino, as maiores reservas de petróleo localizavam-se em territórios de nações sem nenhuma cultura técnica que foram corrompidas dando origem a governos riquíssimos e povo pobre e ignorante.
A segunda metade do século XX assistiu a uma verdadeira revolução tecnológica que, partindo de paises desenvolvidos, se alastrou rapidamente pelo mundo levada pelo efeito globalizante de uma economia capitalista baseada no binômio produção/consumo.
O ser humano, dotado de sua inteligência, buscou formas, durante toda a história, de vencer os obstáculos impostos pela natureza. Desta forma foi desenvolvendo e inventando instrumentos tecnológicos com o objetivo de superar dificuldades. Podemos dizer que a necessidade é a mãe das grandes invenções tecnológicas. (www.suapesquisa.com).
Até a ideologia comunista, que se instalou na União Soviética no pós-guerra, sucumbiu aos encantos do consumismo desenfreado, para não ver sua economia estagnada no isolacionismo.
Após um período de tensa guerra fria, os Estados Unidos da América do Norte ainda gozam de um relativo prestígio na comunidade mundial, mas a economia globalizada já acena com novos parâmetros no panorama com claras tendências ao colaboracionismo para a sobrevivência. As velhas estruturas nacionalistas, onde paises ricos manipulavam economias de paises pobres, vem sendo abaladas por eventos violentos e revanchistas do terrorismo internacional.
Esse tipo insólito de ação armada é particularmente perverso por sua ação subversiva e imponderável.
“Uma doença social percorre a terra, contaminando as nações com a pestilência da morte. O terror colhe sua safra sinistra em todas as partes do planeta.” (www.library.com.br)
Todos os paises estão perseguindo um objetivo comum que é o combate à pobreza como forma de reduzir a distância entre pobres e ricos através da educação. Chegou-se à conclusão de que investimentos em paises em desenvolvimento só surtem efeito positivo quando, primeiro,se educa o povo. Do contrário, o que se tem observado é um elevado nível de corrupção e ineficiência.
A educação, quando ministrada de forma responsável e objetiva, não só prepara um povo para se livrar da pobreza, mas, sobretudo, o dignifica como ser humano, elevando seu nivel de autoestima e pautando suas ações segundo objetivos nobres no contexto universal. É verdade que há um longo caminho até atingirmos um nivel satisfatório de objetividade e eficiência. A educação ainda continua sendo objeto de comércio, com processos seletivos injustos orientados para uma dissimulada reserva de mercado de trabalho e oportunidades. A sua qualidade, por enquanto é incipiente e os processos educacionais deveriam muito mais estimular, inclusive no aluno novo, o gosto pela pesquisa do que insistir nos velhos esquemas de transmissão de conhecimento.
Mas, infelizmente, ainda permanecemos em uma fase em que se mede a riqueza de um povo, baseando-se em estatísticas equivocadas do volume de bens materias que se possui.
É notório o fascínio que exerce o automóvel sobre o cidadão moderno, para gaudio e prosperidade da indústria automobilística. O fenômeno adquire tamanha proporção que nem mesmo os monumentais congestionamentos de trânsito são capazes de desestimular o uso do veículo. Esse objeto de consumo, muitas vezes, é tão mal utilizado que tem provocado acidentes com estatísticas alarmantes de mortes e ferimentos nas nossas ruas e estradas. É lamentável que a humanidade venha perdendo tantas vidas simplesmente no ato de se deslocar sobre seu planeta.
As nações veem seus orçamentos onerados, absurdamente, com despesas de combustível, principalmente em atividades de lazer.
O transporte de bens duráveis e de consumo é feito, quase que em sua totalidade, por rodovias, o que sobrecarrega o consumidor com despesas insuportáveis. Nos paises de grande extensão territorial, então, o problema se agrava, visto que a distância entre centros produtores e consumidores é enorme.
O problema mais grave resultante da atividade humana é, entretanto, a poluição ambiental, uma ameaça constante aos biomas e à saúde humana.
Podemos definir poluição ambiental como a ação de contaminar as águas, solo e ar. Esta poluição pode ocorrer com a liberação, no meio ambiente, de lixo orgânico, industrial, gases poluentes, objetos materiais, elementos químicos, entre outros. A poluição ambiental prejudica o funcionamento dos ecossistemas, chegando a matar várias espécies animais e vegetais. O homem também é prejudicado com esse tipo de ação, pois depende muito dos recursos hídricos, do ar e do solo para sobreviver com qualidade de vida e saúde. Os principais poluentes ambientais são: chumbo,mercúrio, benzeno, enxofre, monóxido de carbono, pesticidas, dioxinas e gás carbônico. (www.suapesquisa.com)
Os organismos animais e vegetais são acometidos, seguidamente, por doenças provocadas por microorganismos comumente em mutação gerada pelo desequilibrio natural. Produtos químicos utilizados na produção de alimentos e drogas estão lesando, seriamente, órgãos vitais e interferindo na imunidade. Some-se a isso as pressões psicológicas decorrentes de atividades estressantes ou problemas sociais que, não raras vezes, levam, principalmente, os mais jovens a fazer uso abusivo de drogas e substâncias tóxicas.
Relacionamentos sociais promíscuos e permissividade são relatados como causa de disseminação microbiana podendo disso resultar até epidemias.
Felizmente, a educação sanitária e os serviços de saúde e previdenciários teem se aperfeiçoado constantemente tentando controlar essa massa humana e biomas, para que não venham a acontecer, como no passado, grandes tragédias.
Todas estas considerações nos fazem refletir que há uma imperiosa necessidade de se mudar padrões. Mas, para tanto, é necessário mudar a mentalidade e ter a coragem de sair do esquema, instalado, enquanto há tempo para isso. A experiência do passado, contudo, nos mostra que o homem só muda mesmo quando pressionado por grandes catástrofes e situações de extrema urgência.
CAPITULO II
OS RECURSOS NATURAIS
2.1 Proteção da Atmosfera
A energia é essencial para o desenvolvimento social e econômico e para uma melhor qualidade de vida. Boa parte da energia mundial, porém, é hoje produzida e consumida de maneiras que não poderiam ser sustentadas caso a tecnologia permanecesse constante e as quantidades globais aumentassem substancialmente. A necessidade de controlar as emissões atmosféricas de gases que provocam o efeito estufa e de outros gases e substâncias deverá bsear-se cada vez mais na eficiência, produção , transmissão, distribuição e consumo da energia, e em uma dependência cada vez maior de sistemas energéticos ambientalmente saudáveis, sobretudo de fontes de energia novas e renováveis. Todas as fontes de energia deverão ser usadas de maneira a respeitar a atmosfera, a saúde humana e o meio ambiente como um todo. (agenda 21 cap 9)
A atmosfera terrestre é uma capa protetora tão tênue relativamente ao planeta que, se a humanidade tomasse consciência disso, dispensaria a ela os maiores cuidados possíveis. A atmosfera é, de fato, a proteção da vida no planeta. Ela faz parte da vida e do planeta assim como o planeta e a vida fazem parte dela.
Alguns mundos, devido ao seu baixo efeito gravitacional, não conseguem reter uma atmosfera gasosa. Outros têm uma atmosfera até bem espessa, mas nenhum tem uma vida atmosférica, isto é, uma vida com os mesmos elementos atmosféricos. Ultimamente o homem é que anda quebrando essa interação. As providências a serem tomadas exigem urgência, inteligência e uma boa dose de sensatez.
O modelo energético tem que ser mudado e, da mesma forma, a dinâmica demográfica e os padrões de consumo devem sofrer alterações. Já não se concebe mais que pessoas e seus produtos circulem pelo planeta, expelindo fumaça. A atmosfera já não consegue canalizar tanta fumaça para os mares e vegetação. Ela está sufocando. Além da combustão, o homem ainda se dedica à remoção de grandes extensões de florestas, interferindo no ecosistema como um todo.
Para satisfazer seu ímpeto consumista, cria em seus laboratórios, toda sorte de produtos químicos que acabam produzindo efeitos desastrosos na atmosfera, com consequências funestas para a vida.
Apesar do homem ser de dimensões microbianas em relação ao planeta, essa incrivel colônia pode infectá-lo completamente.
2.2 Recursos Terrestres
Bem no fundo desse oceano gasoso vive o homem e a maior parte dos outros seres vivos. Alí impera a lei do mais forte, do mais adaptado e do mais inteligente, dentro de uma cadeia alimentar obedecendo a uma ordem hierárquica baseada frequentemente na agressividade. A base que fornece todos os nutrientes é um solo de materiais sedimentados, rico em minerais e água.
Personagem criada por Deus à Sua imagem e semelhança, o homem tem que agir em sintonia , sob pena de estragar tudo.
Desde que sentiu o solo a seus pés, o homem vem retirando dalí, toda sua vitalidade. Nele via nascer e crescer seu alimento. Aos poucos foi aprendendo a retirar materiais para executar tarefas que inventava para se defender, para agredir, para se locomover, para viver...
Mas o homem tornou-se o rei da criação. Sem predadores que controlassem sua população, proliferou e ameaça tornar-se uma “anomalia” e seus efeitos negativos estão começando a se manifestar no universo das coisas.
Esse animal bípede adquiriu até a propriedade de decidir e, como tal, parece estar decidido a sobreviver mesmo quando tudo à sua volta acabar. Para isso é necessásrio que comece a tomar as providências imediatamente.
Não há dúvida que tem feito progresso na obtenção de energia, alimentos, vestuário, habitação, transporte, controle e manutenção da saúde, educação, etc. Mas é necessário tomar cuidado com os exageros, principalmente do lazer.
Precisa refletir sobre o que vem fazendo com sua parceira, a floresta. Deve reflorestar, evitar incêndios e cuidar de sua genética para que ela possa continuar a fazer sua parte pelo bem de todos.
É urgente precaver-se para que não venha a acontecer de sentir-se um estrangeiro na terra de outro só porque seu tetravô abusou do uso da terra natal e você teve de emigrar. Hoje você volta lá só para fazer turismo...nas dunas de areia.
Regiões montanhosas são particularmente sensíveis à erosão e o desmatamento aí é, realmente, lamentável. A mata é a proteção natural das fontes de água. É na montanha que o lençol freático eclode, por força da gravidade, em toda a sua base, provocando o aparecimento de fontes que irão alimentar os cursos d’agua da bacia hidrográfica e participar de todo o ciclo da água, fenômeno vital no planeta.
2.3 Desenvolvimento Rural e Agrícola
No ano de 2025, 83 por cento da população mundial prevista, de 8,5 bilhões de habitantes, estarão vivendo nos paises em desenvolvimento. Não obstante, a capacidade de que os recursos e tecnologias disponíveis satisfaçam às exigências de alimentos e outros produtos agrícolas dessa população em desenvolvimento, permanece incerta. A agricultura vê-se diante da necessidade de fazer frente a esse desafio, principalmente aumentando a produção das terras atualmente exploradas e evitando a exaustão ainda maior de terras que só marginalmente são apropriadas para o cultivo.( agenda 21 cap. 14)
A atividade agrícola é, sem dúvida, uma das principais atividades do ser humano. A história situa o início da atividade agrícola coincidindo com o estabelecimento sedentário do homem à margem de rios, em substituição ao pastoreio nômade. São notórias as plantações às margens do rio Nilo, no Egito, aproveitando a fertilidade do solo após as cheias daquele rio.
Atualmente, o homem exerce atividades agrícolas e agropecuárias, praticamente, em qualquer tipo de solo, utilizando técnicas apropriadas para corrigir a acidez e demais práticas necessárias, movido pela demanda sempre crescente por alimentos para uma população também em crescimento estabelecida, principalmente, nos centros urbanos.
A agricultura familiar, muito utilizada até bem pouco tempo atrás, tornou-se ineficiente para grandes produções a baixo custo para abastecer grandes mercados consumidores.
A grande produção apresenta, entretanto, o incoveniente de impactar o ambiente, desde o preparo do solo, principalmente em áreas sujeitas à erosão, até a colheita e armazenamento, correndo o risco de contaminação por resíduos químicos perigosos para a saúde humana. Some-se a isso a grande demanda por combustíveis renováveis que estão ocupando grandes extensões de terras, competindo com os alimentos e agropecuária.
A agropecuaria e culturas de exportação, por sua vez, estão alargando as fronteiras agricultáveis em prejuizo da floresta nativa. Esse perverso efeito dominó vai afetando biomas inteiros com graves consequências.
Autoridades políticas tem tentado implantar uma reforma agrária mas acabam esbarrando em interesses econômicos de grandes latifundiários mais interessados no lucro imediato proporcionado por exportação de produtos de origem agrícola, muitas vezes subsidiados por interesses políticos.
Escândalos de corrupção e acontecimentos trágicos envolvendo irregularidades no campo, são noticiados constantemente nos meios de comunicação. De nada adianta esforços multidisciplinares coordenados para manejo da biotecnologia direcionada à produção no campo e na indústria, se não houver educação ambiental esclarecendo, aos interessados, que toda atividade, ecologicamente desequilibrada, gera consequências danosas a curto e longo prazos.
Todas as atividades humanas estão tão intimamente interdependentes que tentar implementar mudanças setoriais resultará em total fracasso, se não se modificar hábitos e tradições.
2.4 Proteção dos Recursos Hídricos
A escassez generalizada, a destruição gradual e o agravamento da poluição dos recursos hídricos de muitas regiões do mundo, ao lado da implantação progressiva de atividades incompatíveis, exigem o planejamento e manejo integrados desses recursos. Essa integração deve cobrir todos os tipos de massas inter-relacionadas de agua doce, incluindo tanto aguas de superfície como subterrâneas e levar, devidamente, em consideração os aspectos quantitativos e qualitativos. Deve-se reconhecer o caráter multissetorial do desenvolvimento dos recursos hídricos no contexto sócio-econômico, bem como os interesses múltiplos na utilização desses recursos para abastecimento de água potável e saneamento, agricultura, indústria, desenvolvimento urbano, geração de energia hidroelétrica, pesqueiros de aguas interiores, transporte, recreação, manejo de terras baixas e planícies e outras atividades. Os planos nacionais de utilização da água para o desenvolvimento de fontes de suprimento de água subterrâneas ou de superfície e de outras fontes potenciais, têm de contar com o apoio de medidas concomitantes de conservação e minimização do desperdício. No entanto, deve-se dar prioridade às medidas de prevenção e controle de enchentes bem como ao controle de sedimentação, onde necesário.(agenda 21 cap18)
O planeta terra só retém água no estado líquido porque está no lugar certo e tem o tamanho certo, o que faz com que sua força gravitacional e sua temperatura o tornam adequado para tal.
Os seres vivos são compostos, quase que exclusivamente, de água. Esta substância, por sua capacidade de evaporar e congelar facilmente, funciona como um veículo eficiente de nutrientes e dejetos. Seu ciclo hidrológico é um mecanismo maravilhoso destinado a irrigar o planeta. Ela é evaporada da superfície pelo calor do sol, dissipa-se na atmosfera e precipita sob a forma de chuva, fechando o circuito e cumprindo sua tarefa vital.
A água, porém, ao rolar pelo solo, tem o inconveniente de erodí-lo carreando muito de sua fertilidade. É tarefa do homem, sempre que possível, evitar esse efeito devastador não removendo a vegetação e, muito pelo contrário, protegê-la e incentivá-la.
Na agricultura, o preparo da terra para semeadura deve ser feito sempre em curvas de nivel e a irrigação artificial, quando necessária, terá que ser feita com cautela para evitar a exaustão dos cursos d’agua e, consequentemente, interferência no ecossistema.
A água, por sua excelente capacidade de autoregeneração, é vítima do abuso dos humanos que a sobrecarregam com dejetos poluidores e perigosos tanto para os seres vivos que habitam o meio aquático como o terrestre.
Felizmente, o homem está tomando consciência e, assumindo seus erros, procura saná-los. O tratamento de dejetos, antes de depositá-los no curso d’agua e o reaproveitamento de água residual, já é uma realidade mas precisa de muito mais investimentos. O mesmo ocorre com o tratamento da água para consumo humano, sobretudo para prevenção de doenças.
No que diz respeito à pesca, o homem ainda age como uma anomalia predatória. Há que se incentivar o cultivo e pesquisa no meio aquático.
Finalmente, é de se esperar, ansiosamente, que a era do petróleo, com seus desatres ecológicos, chegue ao fim e seja substituida por uma hidrogeração de energia elétrica mais eficiente.
CONCLUSÃO
Depreende-se da análise bibliográfica e documental que há uma preocupação, a nivel mundial, com o destino do ser humano e de tudo o que o cerca.
O documento, Agenda21,principalmente, aborda, com muita propriedade, assuntos polêmicos que merecem atenção e inspiram mudanças e ajustes. Mas, na maioria das vezes, são assuntos de ordem material e técnica.
Há que se considerar, também, que o homem vem construindo, durante milênios, uma sociedade humana baseada em conceitos egoistas.
Muito se falou em poluição ambiental e se esquivou de comentários sobre a permissividade nociva que ofusca a moral e a ética como princípios convencionados para nortear o bem estar comum.
Uma convivência pacífica e equilibrada assemelha-se a um rio de aguas límpidas que necessita de atenção e manutenção. Qualquer desleixo imoral e antiético pode afetar esse equilíbrio.
Não se deve esquecer que o homem é o rei da criação e, como tal, tem que merecer o respeito, respeitando-se e aprendendo a respeitar o seu habitat.
Sabemos, por experiência, que a educação é a condição imprescindível para que haja o respeito.
Basta que analisemos a história para notarmos que as civilizações se destacam muito mais pela qualidade de sua cultura e educação do que pela força bruta.
Mesmo nos dias atuais convivemos com a realidade da dominação de povos mais adiantados sobre os grupos subdesenvolvidos e com baixos niveis de educação.
Acrescente-se aqui que os parâmetros educacionais estão sendo paulatinamente modificados, substituindo os conceitos de uma educação voltada só para a eficiência econômico-capitalista, por uma visão mais abrangente do ser humano como elemento integrado ao meio ambiente e também como um micro universo pessoal onde predomina a autodeterminação e autoestima.
Estas conquistas devem-se principalmente ao privilégio de, aprendendo com os erros, domesticar instintos.
Finalmente, atendendo ao objetivo principal deste trabalho, é necessário que se destaque a educação ambiental como elemento determinante na condução do destino da humanidade.
Quanto maior a capacidade de observar eventos ao seu redor, maior será a chance do homem encontrar o caminho certo rumo ao seu destino.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A inteligência humana, limitada por sua lógica, não consegue compreender um universo material, sem limites. Os nossos conceitos lógicos se esvaem na vastidão do universo visível e dedutível. Somos, portanto, o centro do cenário que nos cerca. E o cenário que nos cerca provoca em nossa mente, através dos sentidos, toda sorte de sentimentos como amor, ódio, mêdo, soberba, etc.
Através de sucessivas gerações acumulamos um acervo de conhecimentos que nos tornam hábeis na arte de sobreviver.
Usando esses conhecimentos ainda não conseguimos detectar, em nossas vizinhanças, nenhum mundo que abrigue a vida como nós a conhecemos.
Numa escala cósmica, a humanidade é ainda muito jovem no contexto da criação. Sentimos que o homem está numa fase de transição impulsionado pelo desejo de corrigir erros e preparar um futuro melhor para sua descendência.
A dimensão espiritual do homem é o grande diferencial no admirável mistério da existência de todo o universo
Não se tem notícia de nenhuma civilização que prescindiu ou prescinde da fé em alguma divindade omnipotente.
O homem olha ao seu redor e sente a precariedade da transitória vida terrena.
Aqueles que se dedicam à ciência passam toda a vida estudando fenômenos, elaboram teorias que são, por sua vêz, estudadas por outros que os sucedem numa busca sem fim.
Baseados em experiências de laboratórios e em resultados de observação da natureza, já se chegou a concluir sobre o destino da matéria.
Essa finitude, tão inerente à lógica material que acaba tornando-a absurda, enseja o exercício da fé que, embora incompreensível, torna-se uma necessidade transcendente e única.
REFERÊNCIAS
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